Prova pública de mestrado em Psicologia Clínica da Lic.ª Sofia Palma.
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Ilustração: Capa da prova académica. (© Fundação Minerva • Catarina Graça, 2026)
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"Trauma, resiliência e estigma em sobreviventes de queimaduras" foi o título da dissertação de mestrado em Psicologia Clínica, defendida no dia 14 de janeiro de 2026, pela Lic.ª Sofia Simões Ferreira da Palma, cujo objetivo geral foi compreender as implicações de queimaduras nas variáveis resiliência, autoestima e perceção do estigma social.
As queimaduras representam uma forma de trauma físico com grandes consequências a nível psicológico, emocional e social. Quando requerem hospitalização, muitas vezes significam uma rutura repentina da normalidade e um longo e doloroso processo de adaptação a uma nova realidade física e psicológica. Para além do objetivo geral, este estudo procurou compreender de que forma as experiências de trauma são vivenciadas pelos sobreviventes de queimaduras, compreender de que forma o trauma e a resiliência influenciam a autoestima dos participantes, analisar as perceções de estigma e preconceito experienciadas após o acidente e identificar as estratégias de coping utilizadas pelos sobreviventes para lidar com o estigma, a dor emocional e a reconstrução pessoal do novo eu.
Os dados foram recolhidos através da realização de 16 entrevistas semiestruturadas a indivíduos com idades compreendidas entre os 21 e os 51 anos que experienciaram queimaduras com necessidade de hospitalização. Os resultados permitiram explorar as variáveis acidente, mente e corpo, suporte social, estigma social, resiliência e coping, autoestima e imagem corporal, e qualidade de vida.
Este estudo revelou-se importante pela escassez de literatura sobre o assunto em Portugal. De acordo com a autora, foi possível concluir que o evento queimadura representa uma experiência bastante traumática, afetando o corpo físico, como também deixando marcas profundas na identidade, na regulação emocional, na autoestima e na interação social. A autora analisou estratégias de coping e mecanismos de resiliência. Na intervenção psicológica com esta população, é importante compreender as vivências subjetivas ao evento traumático para melhor adequar a intervenção clínica. A autora refere que "ouvir e validar a experiência dos sobreviventes, promover intervenções integradas e humanizadas e criar políticas inclusivas são passos fundamentais para garantir que estas pessoas não apenas sobrevivam, mas vivam com dignidade, esperança e sentido". (Fonte: dissertação).
O júri, presidido pela Professora Doutora Ana Daniela Barreto Aleixo, foi composto pela Professora Doutora Túlia Rute Maia Cabrita, como orientadora, e pela Professora Doutora Teresa Paula Rodrigues de Oliveira Leite Maurer, como arguente, que deliberaram aprovar a candidata no ato público de defesa da dissertação.
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Ilustração do banner: Lic.ª Sofia Simões Ferreira da Palma durante o ato público de defesa da dissertação. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)

Ana Rita Ribeiro
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Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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