"Arquitetura da inquietação" é o título da nova publicação do Professor Mário Chaves.
O Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves, docente da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) da Universidade Lusíada (Lisboa), acaba de publicar "Arquitetura da inquietação" pela Universidade Lusíada Editora, com o apoio do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD).
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Ilustração: capa do livro. (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2026)
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Na senda da sua anterior publicação, onde apelou a uma consciência arquitetónica mais profunda, em que construir é participar numa estrutura dinâmica de conhecimento, desenhar é inscrever ordem no mundo e pensar o espaço é também refletir sobre o lugar do humano no universo, segue-se "Arquitetura da inquietação", que apela à responsabilidade da ação, isto é, o agente que pensa a arquitetura na sua profissão deve fazê-lo com uma posição consciente do mundo que habita, tem de pensar bem para construir melhor.
A publicação propõe, assim, uma nova forma de pensar a arquitetura, deixando de a ver apenas como construção de edifícios para a entender como uma disciplina ligada à sociedade, à tecnologia e à forma como percebemos o mundo. A obra explora um modelo teórico que liga espaço, informação e inteligência, num contexto marcado pela crescente importância do digital, da inteligência artificial e das redes de dados. Neste cenário, o espaço deixa de ser apenas físico e passa a ser também informacional e interativo.
Defende-se que estamos numa nova fase da humanidade, onde a compreensão do mundo depende mais da relação entre sistemas do que da forma ou da força, como acontecia em períodos anteriores. A arquitetura passa, assim, a ter um papel mais amplo, ajudando a organizar a experiência humana em ambientes cada vez mais complexos. O arquiteto deixa de ser apenas um projetista de edifícios e passa a ser um mediador entre diferentes realidades — físicas e digitais — contribuindo para criar espaços mais claros, habitáveis e significativos.
A obra destaca também a importância da responsabilidade ética na arquitetura, já que qualquer decisão sobre o espaço influencia a forma como as pessoas vivem e se relacionam. Por isso, defende uma arquitetura mais justa, sustentável e consciente.
Em conclusão, este manifesto assume-se como "[...] um estudo que funcione menos como doutrina e mais como dispositivo de leitura do mundo, [...] como uma matriz interpretativa capaz de articular arquitetura, condição existencial contemporânea e regimes emergentes de sentido" (Chaves, 2026, p. 5) que opere uma mudança na forma de ensinar arquitetura, combinando técnica, ciência e pensamento crítico, para formar profissionais mais preparados para os desafios atuais: "Aos jovens arquitetos o aviso é simples e implacável: o mundo não precisa de mais objetos; precisa de mais sentido. E se a arquitetura ainda tem um papel insubstituível, é precisamente esse, o da dádiva de sentido ao Mundo." (Chaves, 2026, p. 195)
O livro encontra-se disponível na Casa do Conhecimento da Universidade Lusíada (Lisboa), para empréstimo domiciliário ou apenas para consulta no local. Está, também, disponível em edição eletrónica, em acesso aberto, no Repositório da Universidade Lusíada (RUL).
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Ilustração 2: Professor Doutor Arqt. Mário João Alves Chaves. (© Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2026)
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O Professor Doutor Arqt. Mário Alves Chaves, para além de docente da FAA, é investigador integrado do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), da Universidade Lusíada, onde integra o grupo de investigação "Arquitetura e urbanismo". É coordenador e autor de diversas obras já publicadas pela ULE, das quais se destacam: "A<[inp]3: arquitetura infinitária, noética e protométrica" (2026) "Virtus: a arquitetura do poder no poder da arquitetura" (2025); "Vanitas: arquitetura: vaidade, beleza e forma, valor na sociedade flexiexistencialista e tecnogóstica (2025); "S = P + A + P: Societas = philosophia + architectura + progressio: a sociedade como resultado da ação semiótica da filosofia, da arquitetura e do progresso, a cada tempo" (2025); "Aggregatio: arquitetura e ecologias da existência : práticas espaciais na era pós-antropocêntrica: arquitetura, como entidade agregadora pela força da coesão" (2025); "Architectura et etc.: porque há arquitetura em tudo o que há" (2025); "Venustas" (2024); "Propositus architectus at universum: o sentido da arquitectura na sociedade flexiexistencialista" (2024); "Kósmos" (2023); "Casa de Janus" (2021); "Cavalo de Tróia" (2020).
base lusíada rul
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Ilustração do banner: pormenor da capa do livro. (© Fundação Minerva • Pedro Gama, 2026)

Ana Rita Ribeiro
Redatora
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Biografia completa
Ana Rita Ribeiro é bibliotecária nos Serviços de Informação, Documentação e Internet da Universidade Lusíada, desde 2008, e colabora, entre outras áreas, no tratamento e processamento da informação, na redação de notícias, no apoio ao utilizador e à aprendizagem.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduada em Ciências Documentais (variante de bibliotecas).
Para além da sua atividade profissional, aposta em tempo de qualidade com a família, na leitura e é entusiasta do exercício físico, corrida e trail running.
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