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ESTUDANTES DA MOBILIDADE EXTRACOMUNITÁRIA DESCREVEM A SUA EXPERIÊNCIA NA UNIVERSIDADE LUSÍADA.

A Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada (Lisboa) acolheu, ao abrigo da mobilidade extracomunitária, duas estudantes do Hong Kong Design Institute (HKDI) que, durante o 1.º semestre de 2023/2024, frequentaram duas unidades curriculares da licenciatura em Arquitetura (mestrado integrado).

O acordo de intercâmbio celebrado entre as duas instituições de ensino superior foi estabelecido em 2022, com o objetivo de promover a cooperação internacional fora do espaço europeu e a disseminação da aprendizagem, sendo que, atualmente, a Universidade Lusíada (Lisboa) é a única universidade portuguesa parceira deste Instituto. O HKDI é uma das instituições chinesas de design mais destacadas e influentes em Hong Kong, com décadas de experiência no ensino do Design, e tem vindo a promover, através de uma rede estabelecida com mais de 40 instituições de ensino superior estrangeiras, intercâmbios e colaborações em projetos internacionais.

Ching Yi Poon (Bernice) e Kei Hung frequentaram duas unidades curriculares da licenciatura (mestrado integrado) em Arquitetura: "Introdução ao Desenho", do 1.º ano, e "Projeto 3", do 5.º ano, tendo partilhado, com as turmas onde se integraram e com os docentes, experiências do seu percurso académico na instituição de origem e, simultaneamente, tiveram a possibilidade de desenvolver outras perspetivas de abordagem ao design e à arquitetura.


Os resultados desta experiência de intercâmbio internacional foram extremamente positivos, com ganhos significativos para ambas as partes, o que levou a Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho, diretora da Faculdade de Arquitetura e Artes (FAA) e investigadora do Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design (CITAD), e que trabalhou com as estudantes em "Projeto 3", a solicitar-lhes um registo escrito, por meio de portefólio, das vivências e dos conhecimentos adquiridos durante os cerca de 4 meses do programa, não só a nível académico, mas igualmente no campo do enriquecimento pessoal, social e cultural.

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Ilustração 1: Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho. (© Anónimo, 2023)

Os "relatórios" apresentados mostram a criatividade das estudantes e os aspetos relevantes desta experiência, salientando, por exemplo, a possibilidade que lhes foi dada de ligar o mundo académico (teórico) ao mundo “real” (prática), referindo, em "Projeto 3", a participação de Dino D'Santiago, em novembro de 2023, numa aula aberta intitulada “Um cliente real”.

Ching Yi Poon (Bernice), apreciou o ambiente colaborativo: "[...] Collaborative projects are a norm here, fostering an environment where everyone is approachable and open to diverse opinions. Even when working individually, the willingness to assist one another is a prevailing trait, creating a supportive atmosphere for academic and creative endeavors [...]" e referiu a vantagem de, regularmente, existirem "aulas abertas" com convidados especialistas em várias áreas da arquitetura e do design, o que permitiu ter uma visão multidisciplinar das matérias: "It is valuable that we frequently have guests giving talks in auditorium on various aspects, and students from different grades also participate. The topics span a wide range, including landscape and village culture, agricultural architecture, AI techniques in architecture, and the differences in European architecture. This diverse range of discussions enriches our understanding and provides insights from various perspectives, contributing to our holistic learning experience [...]" (fonte: portefólio de Ching Yi Poon, folha 6).

Kei Hung, a frequentar o 2.º ano no HKDI, destacou que "[…] in addition to regular classes, the school often arranges various master lectures to broaden our horizons. Additionally, they organize panel discussions, exhibitions, and site visits for us to participate in. These site visits provide us with hands-on learning experiences, allowing us to explore real-world applications of our studies and gain practical insights into different industries or areas of interest […]" (fonte: portefólio de Kei Hung, folha 36).

A experiência deixou marcas indeléveis nas estudantes que, num balanço final, avaliam como extremamente positivos e enriquecedores os 4 meses de permanência em Portugal:



[…] the cultural and academic exchange between the East and West has been a unique and enriching experience […].


Ching Yi Poon (Bernice)


[…] the cultural exchange and cross-cultural understanding that I have gained during my stay will forever leave an indelible mark on my personal and professional growth [and] it has been a transformative period of self-discovery, academic growth, and cultural immersion […].

Hung Kei

A Universidade Lusíada tem como missão, entre outros objetivos, promover "[…] a mobilidade efetiva dos estudantes e diplomados, tanto a nível nacional como internacional, designadamente no espaço europeu de ensino superior […]" (Estatutos da Universidade Lusíada, artigo 3.º, alínea f) e dispõe de um gabinete específico que executa as diretrizes dos programas de mobilidade internacional, dando orientação e informação, para melhorar, reforçar e desenvolver a mobilidade e as ações de cooperação, indo ao encontro de uma das suas atribuições estatutariamente definidas no artigo 4.º: “[...] a cooperação e o intercâmbio cultural, científico e técnico com instituições congéneres, nacionais e estrangeiras […]" (Estatutos da Universidade Lusíada, artigo 4.º, alínea g).

 

Ilustração 2: Estudantes da unidade curricular de "Projeto 3", acompanhados pela Professora Doutora Arqt.ª Helena Botelho.
(© Anónimo, 2023)

Assim, o interesse e a aposta da Universidade Lusíada na mobilidade de estudantes constituem um dos principais objetivos da sua estratégia de desenvolvimento, e, nesse sentido, tem promovido a criação de acordos com diversas instituições de ensino superior, dentro e fora do espaço comunitário.

Os programas de mobilidade internacional, coordenados pelo Gabinete de Relações Internacionais e Mobilidade (GRIM) da Universidade Lusíada, contemplam o Erasmus+ e a Mobilidade Extracomunitária, e, no que respeita a acordos com instituições de ensino superior fora do espaço comunitário e do espaço europeu, a Universidade Lusíada procura, de forma regular, aumentar as parcerias e os acordos de cooperação, que, tal como os constantes no Erasmus+, são academicamente reconhecidos através dos mecanismos legais previstos.

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Helder de Albuquerque Machado

Coordenador editorial

Helena Maria de Resende

Texto • Redatora

Anónimo

Fotografias

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